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CASAS CHEIAS E CORAÇÕES VAZIOS

Atualizado: 30 de jun. de 2023

Um dos males do nosso tempo moderno que precisa ser encarado de frente, que tem afetado mihares de crianças é a ausência de ingredientes que lhes façam crescerem, física, emocional e intelectualmente saudáveis.


Crianças que possuem um lar ou uma "casa" mais parecem não conviverem com seus familiares estão se tornando casa vez normal, e, não são raras as vezes ver-se filhos cobrarem à presença de seus pais em "casa". A casa física existe, mais me refiro aqui a "casa interior" (de dentro do coração), que está se tornando casa vez mais vazia e sem "presença" afetiva.


Um considerável número da geração atual de filhos(as) já sofrem a anomalia da ausência, mesmo vivendo dentro de casas cheias de pessoas que estão lá fisicamente mais separadas emocionalmente. Estão, pela obrigação de estarem alí ou de se reunirem à mesa ou divivir tarefas e responsabilidades. O que é mais importante é negligenciado: a "casa" de dentro está cada vez mais vazia de sentimentos. É mais fácil encher as dispensas de comida do que o coração de afeto.


Você conhece alguma criança: instável, inquieta, problemática, irritada, sonolenta, agressiva, ansiosa, depressiva, etc.? Certamente que sim! Ou ainda irá confrontar-se com uma na sua vida. O que tem acontecido com tais crianças? Que fonômeno é esse? Normal? Não! Não é normal uma criança na flôr da idade estar enfrentando sofrimentos que só enfrentaríam ou não na idade adulta. Não é natural esse fenômeno da ausência ou da solidão profunda que vivem muitas de nossas pequeninas crianças.


O fenômeno da casa cheia de pessoas mas vazia de sentimentos não é novo. E muitos foram e são os alertas perceptíveis de que algo não vai bem na relação paternal. Nos habituamos com o tempo a driblar ou eximir-se da responsabilidade da paternidade efetiva, cuja tarefa é árdua e marchante, mais que produz melhores resultados que deixar a "casa" quase vazia.


Uma criança cuja casa interior estar em ruínas, desarrumada e instável, terá poucas chances de ter uma vida adulta diferente.


Cabe aos que devem prover à criança e sua casa interior algo além de uma mesa farta, um guarda-roupa cheio, uma boa educação secular e presentes..., uma revisão e mudança de habitos na direção de "recomeçar" ou iniciar numa nova direção.


Nós pais somos diretamente responsáveis por prover igualmente à casa interior dos nossos(as) filhos(as) o necessário para que eles(as) cresçam emocionamente saudáveis e psicologicamente estáveis. Não são raras às vezes que ouvimos "pedidos de socorro" silenciosos e audíveis de crianças à seus educadores, suplicando por atenção, por um afeto ou simplesmente por um abraço, mesmo que pouco, mais suficiente para suprir a carência da presença na casa interior.


É cada vez mais preocupante e alarmante os números de anomalias congênitas (que podem ser estruturais ou funcionais que ocorrem durante a gestação) e em sua maioria já conhecidas pelo meio acadêmico e científico. Além de problemas de ordem física (que não falarei aqui), surgem muitos outros de ordem psicológicas, prova disto são os consultórios psicológicos cada vez mais cheios de "pequenos sofredores" que estão sofrento fora da época ou embliões de futuros transtornos psicológicos crônicos. Afirmação forte, mas necessária! Os números não mentem! Temos cada vez mais crianças e seus pais nos consultórios psicológicos ou dependentes de remédios que os ajudem a dormirem algumas horas ou a encararem-se de frente um para o outro.


O rompimento do relacionamento afetivo custa a custurar-se. O prejuízo de um "divórcio" que ocorre entre a casa física e a casa interior é doloroso e de díficil reconciliação. Certamente, quem é pai/mãe/responsável ou pretende ser, já ouviu de alguém que é dificil criar um(a) filho(a) ou que já tenha aconselhado(a) a desistir dessa idéia.

Estamos no mundo das desistências! Desistimos de amar ao primeiro sinal de tuburlência. Desistimos de cuidar ao primeiro sinal de que teremos que renunciar alguma coisa. Desistimos de dar afeto ao primeiro sinal de que não seremos correspondidos. Desistimos dos nossos filhos quando eles mais precisam de amor ao invés de coisas. Pensi nisso.


Cabe aqui uma reflexão do porquê isso está acontecendo tão fortemente e aniquilando tantos promissores relacionamentos paternos e o que podemos fazer para minimizar esse sofrimento moderno.


Primeiro, é fundamental que haja o reconhecimento da anomalia que apresentei (sem nenhuma exclusividade). Ela é real? Você que estar lendo pode dizer: Sim! Está dentro da minha casa! Ou em conformidade comigo, conheça situações parecidas. Pergunto: O que se pode fazer frente a esse problema?



Certa vez, numa palestra para pais na minha Igreja, falando sobre criação de filhos, disse entre outras coisas: Nós somos responsáveis pela saúde emocional e mental de nossos filhos. Somos responsáveis porque viemos antes deles. O que eles serão quando crescerem depende mais de nós do que deles. O fundamento somos nós que edificamos na vida de nossos filhos. Eles nascem com um fio e nós teamos os outros fios que os fortaleceram. Nós somos os primeiros espelhos que nossos filhos enxergam. Nossa responsabilidade é primária não secundária. O que imprimimos em nossos filhos os marcaram por toda vida. Essa palestra me marcou muito e lembro o quanto foi importante para mim e me ajudou na criação dos meus filhos, ter essa conciência do meu papel.


Segundo, deixar a prejunção de lado. Jamais almejarei ser mais capaz que os demais. Antes de mim vieram meus pais que contribuiram para que eu fosse o que sou hoje, antes deles vieram meus avós e bisavós... Talvez em algum ponto do caminho algo se perdeu, ou os papéis se inverterão e chegamos a essa equação díficil de ser compreendida e respondida. Não é tão fácil responder como se a pergunta fosse: Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha? Aqui aplaudo os(as) inúmeros(as) profissionais de saúde (da área da psicanálise) que estão no front tratando de milhares de pais e filhos. Eles talves, tenham uma resposta para essa equação. Buscar ajuda profissional é um caminho salutar e prudente, em se falando de adultos, mas crianças é sempre preocupante


Terceiro, vamos continuar vendo os consultórios cheios de "crianças sofredoras" e pais e mães sem saberem o que fazer, simplesmente nos contentar ou vamos reagir a tudo isto, sendo um(a) agente de transformação, comprendendo o problema, acolhendo, conversando, orando e confiando que Deus atráves da nossa fé pode fazer milagres, os quais não podemos?


O que você pode fazer? O que eu posso fazer?


Por fim, já concluindo, a desilusão de muitos(as) às vezes nos assaltam e nos vemos na mesma vibe. Cuidemos para não ser mais um(a) na multidão dos(as) livres encarcerados(as), dos sãos doentes, dos(as) amados(as) sem amor, dos(as) que seguem caminhos sem saberem onde vão chegar e dos(as) que padecem de fome tendo comida à mesa.


Que Deus nos ajude!


Abraço


Josinaldo M.


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